Síndroma Nefrótico Idiopático na Criança. Evolução a Longo Prazo. Experiência da Unidade de Nefrologia Pediátrica
DOI:
https://doi.org/10.25754/pjp.1999.5444Keywords:
Síndroma nefrótico idiopático, resposta à corticoterapia, histologia renal, prognósticoAbstract
Os autores apresentam um estudo retrospectivo de Síndroma Nefrótico Idiopático em crianças seguidas na consulta externa de Nefrologia Pediátrica, durante o período de Janeiro de 1980 a Outubro de 1996, com o objectivo de avaliar a casuística, a morbilidade, a mortalidade, a resposta à corticoterapia e a relação com achados histológicos nestes doentes.
Foram analisadas a distribuição por sexo, a idade média de início dos sintomas, as características do episódio inaugural, a histologia renal, a terapêutica efectuada e a resposta à mesma, bem como a evolução da doença.
No episódio inaugural, 83% dos doentes comportaram-se como corticossensíveis e 17% como corticorresistentes. Dos corticossensíveis, cerca de 34% apresentaram recidivas múltiplas e, destes, 39% comportaram-se como corticodependentes. Não houve casos de corticorressistência secundária. Foi instituída outra terapêutica imunossupressora (ciclofosfamida, ciclosporina, clorambucil e vincristina), em 30% dos doentes, com remissão em cerca de 53%.
Todos os doentes que evoluiram para insuficiência renal terminal e transplante apresentaram resultados histológicos compatíveis com glomeruloesclerose focal e segmentar, glomerulonefrite membranosa e esclerose mesangial difusa e comportaram-se como corticorresistentes desde o início.